AULA - PÉ DIABÉTICO
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1.
A enfermeira da unidade de saúde da família (USF) está realizando consulta de enfermagem de usuária, com 62 anos, portadora de diabetes tipo II há 15 anos. No que diz respeito à presença de neuropatia diabética, durante o exame físico, para a avaliação de sensibilidade dos pés da usuária, é correto utilizar:
2.
Assinale a opção correta relativa às estratégias de atenção básica do Ministério da Saúde para a avaliação e o cuidado de pés de adultos com diabetes melito (DM).
O rastreamento de ulceração nos pés é recomendado para todos os adultos com DM, por meio do exame frequente dos pés.
Pés neuropáticos apresentam temperatura baixa, ao passo que pés isquêmicos apresentam temperatura elevada.
O exame físico minucioso dos pés compreende exclusivamente as avaliações epidérmica, muscular e vascular
A doença vascular periférica é o evento inicial mais importante entre os fatores de risco e as condições que contribuem para a ulceração nos pés do adulto com DM.
O estímulo ao autocuidado dos pés deve ser evitado, pois os pacientes não estão preparados para executar essa tarefa.
3.
Com que frequência deve ser realizada a triagem dos pés para uma pessoa com diabetes e risco de ulceração (IWGDF risco 1-3)?
4.
O pé diabético merece toda atenção médica e de enfermagem, pois devido à insensibilidade e à dificuldade circulatória, as lesões podem progredir evoluindo para necrose, amputação do membro, artropatia de joelhos e tornozelos, levando ao edema e deformidade. Considerando os principais cuidados de enfermagem com o pé diabético, assinale a alternativa incorreta.
Utilizar sapatos, fechados e com palmilhas especiais (macias e com bico largo).
Higienizar os pés diariamente com água morna e sabão neutro, aproveitando a oportunidade para massageá-los e examiná-los minuciosamente, observando rachaduras, bolhas e mudanças na coloração da pele.
Cortar as unhas em forma arredondada, buscando extrair todas as cutículas e cantos das unhas.
Secar os pés adequadamente com atenção nos espaços interdigitais
5.
O que pode aumentar falsamente o Índice Tornozelo-Braquial (ITB) em pacientes diabéticos?
6.
O que é essencial para identificar em uma pessoa com diabetes com risco muito baixo de ulceração nos pés (IWGDF risco 0)?
7.
O que é recomendado para sinais pré-ulcerativos no pé em uma pessoa com diabetes em risco de ulceração (IWGDF risco 1-3)?
8.
Pé diabético é a “infecção, ulceração e ou destruição dos tecidos profundos associadas a anormalidades neurológicas e vários graus de doença vascular periférica nos membros inferiores”. São características do pé diabético neuropático, EXCETO:
9.
Qual é a função primordial da descarga de peso no tratamento de úlceras plantares neuropáticas?
10.
Qual é o método recomendado para avaliar a perda de sensibilidade protetora (PSP) em pacientes diabéticos?
11.
Qual é o objetivo da revascularização em pacientes com diabetes e úlcera no pé diabético?
12.
Quando considerar a revascularização em pacientes com úlcera no pé diabético que não mostra sinais de cicatrização após seis semanas?
13.
Sobre o método de avaliação da sensibilidade tátil em pessoas com pé diabético, é correto afirmar que
a aplicação do monofilamento é feita com toque perpendicular à pele.
a realização correta do exame é feita com a pesquisa de oito pontos em cada pé.
a aplicação do monofilamento tem de ser feita duas vezes no mesmo local, evitando simular o não toque.
a pessoa examinada pode ver a região onde o monofilamento toca para evitar falsos resultados positivos.
o monofilamento utilizado para o exame não pode ser pressionado com força extrema, o correto é deslizá-lo sobre a pele
14.
Sobre o teste de sensibilidade com monoflamento de 10g realizado em paciente diabético, assinale a alternativa correta.
Recomenda-se que quatro regiões sejam pesquisadas: hálux (superfície plantar da falange distal) e as 1º, 3º e 5º cabeças dos metatarsos de cada pé, determinando uma sensibilidade de 90% e especifidade de 80%.
A perda da sensação de pressão usando o monofilamento de 10 g é pouco preditiva de ulceração futura
Qualquer área sensível indica perda da sensibilidade protetora (PSP).
O filamento é aplicado sobre a pele perpendicularmente, produzindo uma curvatura no fio. Essa curvatura deve encostar-se à pele da pessoa, para produzir estímulo extra. Áreas com calosidades também devem ser avaliadas.
Mesmo que o filamento escorregue na pele no momento do toque, deve ser considerado a resposta e não há necessidade de repetir o teste no mesmo ponto.